ivanzinho

Noticia Parcial 01 – Israel

In Israel x Palestina on 01/07/2009 at 3:01 am
Reservista brasileiro de Israel diz que clima é de 'profunda tristeza'

Reservista brasileiro de Israel diz que clima é de 'profunda tristeza'

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090106_israel_reservista_dg.shtml

Aqui temos muitas mensagens subliminares, então vou enumerá-las:

  1. Utilizando o NACIONALISMO, a notícia chama atenção por ser tratar de um brasileiro e mesmo estando do lado do que está promovendo o ataque e as mortes, se diz em clima de profunda tristeza, passando uma idéia de COMOÇÃO com os mais de 600 mortos, que sempre é a contagem e efeito colateral da guerra. Essa leitura insere em nossa mente que como o entrevistado é aparentemente como um de nós (brasileiro e comovido), devemos pensar igual ele;
  2. Algo interessante é que o nome do entrevistado é fictício, muito provavelmente porque o entrevistado também é fictício, apesar do pensamento de um israelense dever seguir realmente este raciocínio, o nome é apenas para dar uma abrasileirada ao personagem;
  3. Ele fala da naturalidade de TODOS os israelenses obrigatoriamente prestarem o serviço militar, antes de entrarem para a faculdade (e Israel exige a desmilitarização do Hamas, não é contraditório?) , conta que tem uma ‘vida normal’ e é somente interrompida pelos foguetes do Hamas;
  4. Logo em seguida, afirma que nas últimas semanas tocaram sirenes e ele não estar perto de um bunker. Esta passagem serve para dar legalidade ao ataque de Israel, veja bem, o fato de de a sirene ter tocado não confirma o ataque de foguetes antes do ataque de Israel, mas é legitimado pela frase anterior onde menciona a convivência com foguetes lançados pelo Hamas;
  5. Faz então uma comparação tradicional com a violência de São Paulo (para lembrar o medo que o leitor de classe média normal sente) e volta a falar dos foguetes lançados pelo Hamas, fortalecendo que as sirenes tocam quando cai foguetes, repetindo exaustivamente os “foguetes do hamas” e o “medo”;
  6. Após toda a criação de uma identidade do entrevistado em se identificar com o leitor, a entrevista começa a mostrar o seu objetivo e em destaque mostra, se não matarmos, eles nos matam, que aparece em negrito antes do suposto brasileiro defender o ataque a Gaza.
  7. Então após repetir foguetes e hamas, como se este evento estivesse na raiz do problema no oriente médio e não a expulsão de milhões de palestinos de suas terras para criação do lar judaico, a entrevista é finalizada com a junção do que foi a construção da matéria, o ataque de Israel parece uma resposta aos foguetes lançados pelo Hamas nas últimas semanas, logicamente culpando o Hamas pelo ataque de Israel e consequentemente pelas diversas mortes de civis, pois Israel “só quer prender bandidos terroristas”.
  8. E ainda finaliza legitimando o assassinato como uma legitima autodefesa.

O objetivo desta entrevista foi simplesmente tirar o olhar total sobre os acontecimentos no Oriente Médio, tentando passar uma visão parcial e fora de cronologia dos acontecimentos.

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